Queda Livre

  

Era uma vez a razão pensante que veio como maré do tempo passado. Era um enigma criado dentro da areia de uma caixa de papelão com todas as lembranças da vida como uma praia. Esta é a realidade de um velho que pensa como criança quando não se tem nada para fazer. Os sentimentos vão muito além dos frios pensamentos, como ondas do mar que borbulha na praia ou como maré que carrega o que pode, mas que não pode. Se tiver coisa do mal nas lembranças, iria descobrir. Pode ser. Podia ser. Poderá ser. Quem é que sabe. Isso pode bem ser tão científico quanto a teoria da relatividade. Posso afirmar isso porque eu sei que existe dentro de mim uma intensa animação que despretensiosamente mexe com as dimensões do nosso olhar sobre os conceitos criados para compreender a psique humana. Pensando assim, amigo que me paga em moedas, o que podemos criar nesta dimensão com a força da mente vem , acredite, do nosso olhar. De como olhamos a vida que se apresenta para nós. É um movimento vibrante originário do passado relativo e que está escondido em algum lugar só esperando para ser encontrado. Nós não pensamos e, ainda, não compreendemos como a materialização acontece em função do que buscamos com nosso desejo. Crescemos materializando o conhecimento do tudo que está ao nosso redor.  A gente vive neste mundo somente porque vivemos de olhos abertos. É uma queda livre.  A Terra treme em queda livre. Materializa-se a origem vinda do nada, como dizia Tomás de Aquino. E é este o enigma, o “Continuum” que me proponho a desvendar neste e-livro intitulado de Queda Livre. “Para aqueles que têm fé, nenhuma explicação é necessária. Para aqueles sem fé, nenhuma explicação é possível.”

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